O Palácio de Potala sobre o vale de Lhasa

Lhasa e o Potala: os primeiros dias em altitude

Três dias em Lhasa não são um prólogo, mas a primeira parte da preparação para o passo.

Rota2 min de leitura

Quase todos os percursos tibetanos começam em Lhasa, e os dois ou três primeiros dias aqui estão organizados de outra maneira do que num circuito comum. Lhasa fica a 3650 metros — uma altitude em que já se respira de outro modo, mas em que ainda se pode andar e ver.

Primeiro dia: não fazer quase nada

O mais sensato no dia da chegada é instalar-se, dar um passeio lento e deitar-se cedo. A sensação de «sinto-me ótimo, vamos passear» na primeira noite é enganadora: o mal de altitude chega durante a noite e de manhã, não logo à chegada.

Beber muito, comer bem, não provar o álcool local e não fumar — quatro regras que soam aborrecidas e funcionam melhor do que qualquer comprimido.

O Potala

O palácio vê-se de quase qualquer ponto da cidade velha e, de perto, revela-se maior do que nas fotografias: treze andares erguidos sobre a rocha, acima do vale. A entrada faz-se por sessões e com tempo limitado — cerca de uma hora a percorrer as salas, depois o fluxo segue.

A subida até à entrada são várias centenas de degraus a 3650 m. Formalmente, nada de difícil; na prática, é o primeiro teste honesto à sua aclimatação. Vale a pena subir mais devagar do que apetece.

O Jokhang e o Barkhor

O templo de Jokhang é o principal templo do budismo tibetano e um lugar onde os peregrinos contam mais do que os turistas. À sua volta corre o Barkhor: uma rua-kora por onde um fluxo de pessoas se move no sentido dos ponteiros do relógio a qualquer hora do dia e da noite. Entrar nele é a forma mais simples de perceber o que é a kora, muito antes do Kailash.

O que fazer em três dias

  • O Potala — obrigatório, e com bilhete para uma hora determinada.
  • O Jokhang e o Barkhor — de preferência de manhã cedo, quando há mais peregrinos do que grupos.
  • Drepung ou Sera — mosteiros nos arredores; em Sera, à tarde, há debates filosóficos entre monges.
  • Um fim de tarde livre, sem programa: faz mais falta do que mais um ponto na lista.

Mais para oeste

De Lhasa a estrada segue para Shigatse e continua para oeste, na direção do lago Manasarovar e do Kailash. A altitude sobe gradualmente, e três dias tranquilos na capital não são um prólogo, mas a primeira parte da preparação para o passo.

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